terça-feira, 5 de fevereiro de 2013




Cristiane Marques
 
Fundacentro publica normas sobre vibração
Motoristas e operadores de empilhadeiras, de equipamentos de mineração e florestal, e os que trabalham com ferramentas manuais vibratórias são os mais afetados
 
 
A Fundacentro publicou duas normas de higiene ocupacional, em janeiro de 2013. A NHO 09 apresenta procedimento técnico para a avaliação da exposição ocupacional a vibrações de corpo inteiro. Já a NHO 10 estabelece critérios para avaliar a exposição ocupacional a vibrações em mãos e braços. Ambas têm como foco a prevenção e o controle dos riscos, trazendo uma abordagem preliminar do risco de caráter qualitativo e a medição quantitativa, quando necessária.
As vibrações de corpo inteiro são geradas por máquinas, veículos e equipamentos. Motoristas de ônibus e caminhões, operadores de empilhadeiras presentes em diversos setores, operadores de equipamentos da área florestal e da mineração estão entre os expostos.
A NHO 09 estabelece o valor de nível de ação, que mostra quando medidas preventivas devem ser tomadas. É preciso monitorar periodicamente a exposição, informar e orientar os trabalhadores, além de implementar controle médico com foco no agente. Adotar velocidades adequadas no uso de veículos; evitar - quando possível -  superfícies irregulares; e ajustar o assento do veículo em relação ao posicionamento e ao peso do usuário são outras ações necessárias.
Quando se ultrapassa o valor do nível de ação, as vibrações de corpo inteiro podem causar problemas de saúde, principalmente os relacionados à coluna vertebral, como lombalgias. O adoecimento depende das condições dos equipamentos e veículos, da pavimentação, do modo de operação e das susceptibilidades individuais.
Já a Síndrome da Vibração em Mãos e Braços – SVMB – refere-se a um conjunto de sintomas de ordem vascular, neurológica, osteoarticular e muscular, e está presente em atividades que utilizam ferramentas manuais vibratórias.
É o caso de ferramentas manuais motorizadas para limpeza e acabamento de peças, furação, corte e polimento utilizadas na metalurgia, mecânica, atividades florestais, eletroeletrônica, mineração e construção civil, entre outras. São lixadeiras, politrizes, rebitadeiras, parafusadeiras, marteletes, motosserras, britadores, compactadores e serras.
A NHO 10 mostra a necessidade de orientar os trabalhadores sobre cuidados e procedimentos recomendáveis para redução da exposição aos riscos. Deve-se, por exemplo, utilizar o mínimo de força de preensão na sustentação e no deslocamento da ferramenta. Também é importante que o operador procure ajuda médica sempre que sentir nas mãos, de forma contínua, formigamentos, dormências intensas ou dor.
As Normas de Higiene Ocupacional (NHO) são uma continuação da série de normas técnicas iniciada na década de 1980, então denominadas Normas de Higiene do Trabalho (NHT). Na época, a vibração não foi retratada. A abordagem atual desse agente alia a experiência acumulada por técnicos da Fundacentro a conceitos utilizados internacionalmente.
“Essas normas não têm caráter legal, exceto quando citadas em lei”, explica o tecnologista sênior da Fundacentro, Irlon de Ângelo da Cunha. “Elas orientam e ajudam os profissionais na avaliação e prevenção de riscos.” Irlon é engenheiro de segurança, e co-autor das normas ao lado do físico e tecnologista Eduardo Giampaoli.   
As obras podem ser acessadas no site da Fundacentro, link Publicações, Normas de Hig. Ocup. ou diretamente nos links:
É possível também ouvir uma entrevista com Irlon da Cunha na Rádio Web da Fundacentro, no link:
Em 2013, a Fundacentro abordará a questão da vibração nos cursos de fundamentos de higiene previstos para junho e novembro, no CTN (São Paulo), além de promover um curso específico sobre ruído e vibração. O Centro Estadual do Paraná (CEPR) também vai realizar curso sobre vibração.

Ações regressivas- INSS



Portaria disciplina ações regressivas

Fundacentro pode fornecer provas

Os procedimentos para o ajuizamento de ações regressivas previdenciárias foram disciplinados pela Portaria Conjunta PGF/INSS n°6, de 18 de janeiro de 2013, publicada no Diário Oficial da União de 1° de fevereiro. Esse tipo de ação tem por “objeto o ressarcimento ao INSS de despesas previdenciárias determinadas pela ocorrência de atos ilícitos”, por exemplo, acidentes de trabalho oriundos do descumprimento das normas de saúde e segurança.
A ação regressiva será proposta quando houver “elementos suficientes de prova da ocorrência do ato ilícito, da culpabilidade, do nexo causal e da realização de despesas previdenciárias”. A Fundacentro foi citada na portaria como um dos órgãos que pode fornecer, por solicitação, provas da ocorrência de atos ilícitos.
A medida faz com que a instituição possa ser ouvida quando o Governo buscar o ressarcimento dos causadores do dano, contribuindo para a redução dos gastos previdenciários. As ações visam diminuir os custos do INSS, mas também fazer com que as empresas cumpram as normas de segurança e ajam de forma preventiva, por isso têm um caráter educativo.
A Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho também reforça esse papel preventivo e marca de forma determinante a atuação da Fundacentro. Assim coloca como atribuições da instituição: elaborar estudos e pesquisas sobre os problemas que afetam a segurança e saúde do trabalhador; produzir análises e avaliações à eliminação ou redução de riscos no trabalho; desenvolver ações educativas para a melhoria das condições de trabalho; difundir informações; contribuir com órgãos públicos e entidades civis para a proteção e promoção da saúde do trabalhador; e estabelecer parcerias e intercâmbios técnicos.
“A presença da Fundacentro na Portaria Conjunta e na Política demonstram a importância de sua missão. O caráter preventivo e o papel pedagógico refletem na redução dos custos do INSS e do SUS”, avalia a procuradora federal e presidente em exercício da Fundacentro, Maria Cristina de Barros Migueis.
“Tanto o decreto 7.602, que estabelece a Política, quanto essa nova Portaria apoiam a superação de um paradigma de reparação para a prevenção. O princípio da prevenção representa a aceitação da vida como valor absoluto. Esse caminho está sendo trilhado pela Fundacentro”, conclui a procuradora.
 Veja aqui a íntegra da Portaria Conjunta PGF/INSS n° 6.

Mudanças no INSS-pericias



Do Portal HD (*)
Antônio Cruz/Abr
 
Mudança no agendamento das perícias do INSS tem a intenção de reduzir "repetições" de perícias
A partir de agora, quem precisar marcar perícias médicas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve ficar atento para as mudanças na forma como é feito o agendamento em pedidosa de concessão de auxílio-doença. Na nova regra, as pessoas que tiverem uma solicitação do benefício negada pelo perito não poderá agendar novo exame no prazo de 30 dias.

Contudo, quem discordar do resultado do exame poderá apresentar uma nova avaliação com o perito desde que comprove um fato novo, como complicações do quadro clínico de saúde ou outros exames que mostrem a doença.
A mudança também derruba a regra que dizia que o exame de reconsideração não poderia ser feito pelo mesmo médico da perícia inicial. Ao todo, em 2012, dos 7,3 milhões de perícias médicas realizadas no Brasil, 23% foram apenas "repetições".
Em um dos casos um único segurado passou por 17 perícias neste mês.
(*) Com agências de notícias.
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

É preciso aprender a conviver com o zumbido no ouvido
Apesar de não ter cura, tratamentos ajudam pacientes a tolerarem incômodo
Publicado no Jornal OTEMPO em 10/12/2012
 
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FOTO: MARK MITCHELL/ASSOCIATED PRESS - 24.11.2010
O zumbido no ouvido é mais comum em pessoas com mais de 65 anos de idade
Nova York, EUA. Mal sem cura que afeta cerca de 28 milhões de brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde, o zumbido no ouvido é um som contínuo que tem intensidade, altura e tom variáveis e não tem causa externa. Em vez disso, parece vir de dentro da cabeça da própria pessoa e é ouvido permanentemente. O som se manifesta mais para o paciente em ambientes quietos e pode não ser notado quando a pessoa está distraída - fazendo uma atividade física, por exemplo, ou ouvindo música.

A condição pode ser limitadora e tem predominância entre pessoas com mais de 65 anos, além dos veteranos das guerras do Iraque e Afeganistão. Entre as causas possíveis, estão as lesões de cabeça e pescoço, drogas que danificam a audição, doenças dos vasos sanguíneos, doenças autoimunes, problemas de audição e distúrbios da articulação temporomandibular.

Além dos medicamentos para a audição, o remédio mais comumente prescrito é um chamado aparelho de disfarce. Uma máquina de som neutro que introduz um som natural ou artificial nos ouvidos do paciente, em uma tentativa de suprimir o zumbido percebido. Contudo, eventualmente, o barulho do disfarce pode se tornar tão irritante quanto o do zumbido.

O especialista em reabilitação auditiva do Centro Médico de Administração dos Veteranos, em Portland, James Henry, tem pesquisado o zumbido no ouvido por mais de 25 anos. Ele afirma que sua equipe usa uma abordagem com cinco sessões de terapia, "que cuida de cerca de 95% dos casos". "Muitos veteranos de guerra ficam com o zumbido devido a lesões cerebrais traumáticas, mas o zumbido frequentemente permanece até depois de resolvidas essas outras questões. Nós os ensinamos habilidades que lhes permite administrar o zumbido. Não é uma cura - ninguém tem uma cura - mas conseguimos torná-los capazes de viver normalmente", explica o médico. 
Traduzido por Raquel Sodré
 
NOVIDADE
Sessões de psicoterapia são opção de tratamento
NOVA YORK. A equipe da psicóloga e pesquisadora holandesa Rilana F. F. Cima demonstrou a eficiência de uma abordagem multidisciplinar, baseada na psicologia, para esse problema. A técnica não faz o barulho sumir, mas mostra que há uma esperança real de alívio para as pessoas cujo zumbido atrapalha a habilidade de trabalhar, dormir e aproveitar a vida.

O tratamento de três meses desenvolvido e testado pela equipe holandesa se baseia na terapia cognitiva comportamental e confia nos princípios da terapia da exposição, comprovadamente eficaz no tratamento de fobias.

O método holandês se baseia exclusivamente em técnicas psíquicas. Depois de uma sessão educativa sobre o zumbido e aulas de relaxamento profundo, os pacientes são gradualmente expostos a uma fonte externa do mesmo som que eles ouvem dentro de suas cabeças. Depois de dez ou 20 sessões, eles se tornam habituados a ele e não o acham mais ameaçador.
Não é o barulho em si, mas "a reação extremamente negativa do paciente a ele que cria o dano cotidiano à vida", explica Cima. "Os pacientes ficam constantemente estressados e temerosos com relação ao zumbido", complementa.

Cima comparou essa abordagem à ajuda dada a quem precisa superar o medo de aranhas, por exemplo. Essas pessoas são aplicadas ao relaxamento profundo e, gradualmente, expostas a objetos cada vez mais realistas de seu medo. "Elas podem nunca aprender a amar aranhas, mas podem viver com elas mais confortavelmente", garante a pesquisadora. (JEB/NYT)

terça-feira, 11 de dezembro de 2012


Dicas para Técnicos em Segurança do Trabalho recém formados




Em todas as profissões quando chega a hora de estrear no primeiro emprego a novela é a mesma, estudei, mas, estou inseguro para atuar.
Nisso tudo sempre tem uma boa dose deexcesso de auto–cobrança.
Ora, se fiz um bom curso e um bom estágio é lógico que até terei problemas, mas, só até me adequar a realidade da empresa e da profissão.
Nessa situação o mais importante é fazer uma coisa de cada vez, e não querer abafar o mundo com as pernas.

É importante lembrar que o profissional em segurança do trabalho tem que se apoiar nas normas e leis, fazendo assim sempre terá mais chances de acertos. O profissional que “acha” alguma coisa na área de segurança do trabalho está redondamente enganado! 
Nossa profissão é cercada por leis e devemos nos apoiar nessas leis fazendo o que elas dizem, assim diminuiremos a chance de erros.

 Exercendo a profissão

- Conheça a sua empresa: Ande em todos os setores da empresaconheça os superiores de cada setorFaça amizade com todos os trabalhadores que puder.
Técnico em Segurança do Trabalho tem que saber se relacionar para poder contar com opiniões e conselhos de todos.

- Grau de Risco: É importante conhecer o Grau de Risco principal e os secundários, isso ajuda na hora de tomar decisões.

- Funcionários: Descubra se todos atuam internamente ou se também tem externos. Em caso de externos é provável que o risco da profissão deles sejadiferente dos internos, Se tiver se esqueça de colocar isso no PPRA.

- Faça-se conhecer: É importante que todos saibam que é o novo TST da empresa, para isso até Emails e comunicados internos na empresa servem.

CIPA: Procure contato imediato com os cipeiros se a empresa tiver.
A CIPA é um aliado muito importante em favor do sucesso da gestão de segurança do trabalho na empresa. Por isso procure conversar muito com eles, e avalie cada proposta ou sugestão que fizerem.
Muita gente reclama que a CIPA não faz nada, mas são poucos os TSTs que dão valor e ouvido para suas CIPAs.
Lembre-se sua CIPA só vai funcionar se você a valorizar, os cipeiros querem ao menos serem ouvidos, ouça então e dê confiança, e depois colherá os frutos!

- Documentação: Procure saber se os programas da empresa estão em diasPPRAPCMSOetc. No geral o PPRA merece atenção especial, pois no caso de fiscalização normalmente é o primeiro documento solicitado.
Veja se o PPRA atual da empresa atende a realidade atual da mesma, veja também se o cronograma de ações está sendo cumprido, se não estiver coloque isso como prioridade.
Um cronograma de ações que não é cumprido é como se nem tivesse um PPRA.


SUS oferecerá qualificação técnica gratuita

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferecerá formação e qualificação técnica de nível médio gratuitas aos trabalhadores da área de saúde. Os cursos são disponibilizados por uma rede de 36 escolas públicas espalhadas pelo país. A Rede de Escolas Técnicas do SUS (RET-SUS) oferta habilitação técnica (formação de auxiliares e técnicos), formação inicial e continuada, qualificações e especializações. A RET-SUS é uma iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, enfatiza a importância da formação e qualificação dos trabalhadores de nível médio para o SUS. “O funcionamento de um sistema de saúde não se resume à atuação do médico e de outros profissionais de nível superior. Os trabalhadores de nível médio também têm um papel de grande importância. Ao lado de todo médico, enfermeiro, dentista, nutricionista, existem vários técnicos e auxiliares realizando atividades vitais para o bom funcionamento do serviço”, esclarece.

As instituições que compõem a RET-SUS estão presentes em todas as unidades federadas, sendo 33 delas estaduais, duas municipais e uma federal. As escolas oferecem cursos em áreas como enfermagem, farmácia, radiologia, nutrição e dietética, vigilância em saúde, saúde bucal, hemoterapia, citopatologia, entre outras.

O público-alvo de cada curso é definido pela instituição que o disponibiliza. Alguns são abertos ao grande público e podem ser realizados por qualquer pessoa com interesse em trabalhar na área de saúde. Outros são destinados a trabalhadores que já atuam em serviços de saúde do SUS e querem aprimorar seus conhecimentos e habilidades. Os profissionais interessados precisam entrar em contato diretamente com as escolas para verificar a disponibilidade de cursos, turmas e vagas.

Acesse a lista de escolas e contatos aqui.

Acesse a lista de cursos aqui.

Incentivo – O Ministério da Saúde financia diversos cursos oferecidos pelas escolas da RET-SUS, por meio do Programa de Formação de Profissionais de Nível Médio para a Saúde (Profaps). O objetivo é ampliar e qualificar a força de trabalho do SUS, contribuindo para a melhora da atenção básica e da atenção especializada na rede pública de saúde. De 2009 a 2011, foram financiadas pelo programa cerca de 53 mil vagas em cursos e qualificações técnicas em todas as unidades da federação, com foco em áreas prioritárias para o SUS.
Fonte(s): Portal da Saúde